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Implicações para a cadeia de suprimentos.

08/08/2016

Um estudo elaborado pela DHL destaca seis importantes economias asiáticas emergentes a serem observadas na busca por oportunidades de crescimento. De acordo com o “Demystifying Asia Pacific Trade Trends” a colaboração entre governos, empresas e prestadores de serviços logísticos garantirá que iniciativas de intensificação do comércio alcancem seu potencial e proporcionem ganhos de eficiência significativos para as cadeias de suprimentos da região.

E aponta que a importância da região no comércio mundial continuará crescendo com projeções para que as movimentações comerciais da região respondam por 50% das principais movimentações comerciais globais até 2030.

Empresas capazes de aprender a explorar iniciativas de desenvolvimento comercial e de infraestrutura também poderão ganhar vantagem competitiva: centros de produção emergentes, aumento do consumo nacional e comércio eletrônico em rápida expansão são fatores-chave do forte crescimento da APAC. “Para explorar o aumento na movimentação regional de mercadorias, as empresas devem direcionar investimentos para ‘Os 6 Asiáticos’”, diz Mei Yee Pang, vice-presidente de Inovação, Soluções de Entrega e Gestão de Serviços na APAC da DHL.

De acordo com ele as empresas precisam aproveitar iniciativas como a TPP, a Comunidade Econômica da AEC (Associação de Nações do Sudeste Asiático) e o Cinturão e Rota da China para reduzir barreiras comerciais internas da APAC e aumentar as soluções de transporte multimodal. “Há oportunidades de adoção de novas estratégias regionais com a prestação de melhores serviços a um custo mais baixo”, salienta.

Indiscutivelmente mantendo a posição de maior centro de produção do mundo, a China se mantém mesmo em um cenário no qual as empresas estão diversificando suas operações para levá-las a outros mercados emergentes vizinhos, como Índia e Vietnã. De acordo com o relatório, as empresas têm adotado a chamada estratégia “Plus One”³ devido à elevação dos custos de mão de obra, à crescente necessidade de resiliência e ao forte potencial desses mercados. Ainda segundo o relatório elaborando pela empresa, iniciativas voltadas para o comércio, como a PPP tornarão os países da região ainda mais atraentes como bases produtivas.

Uma das medidas, aponta, seriam investimentos nas seis economias de alto potencial da Ásia (China, Índia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia) e em movimentações comerciais como China-Índia e China-Indonésia, listados como os 15 principais do mundo nas movimentações globais.

“A logística do comércio eletrônico está se transformando rapidamente e novos problemas e oportunidades estão surgindo. A complexidade dos regulamentos e a fragmentação do mercado de logística estão forçando o setor a desenvolver melhores soluções de abastecimento para vendas ponta-a-ponta do tipo B2B (business-to-business), B2C (business-to-consumer) e, cada vez mais, também B2B2C (business-to-business-to-consumer)”, observa Alfred Goh, diretor global de Empreendimentos em Rápido Crescimento da DHL.

A infraestrutura do comércio eletrônico internacional é outro fator apontado como crítico para o crescimento na região. De acordo com o estudo da DHL, o surgimento do comércio eletrônico derrubou fronteiras para as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), abrindo acesso a novos mercados e intensificando o comércio entre os países.

Malcolm Monteiro, CEO de Comércio Eletrônico na Ásia-Pacífico da DHL, afirma que essa é a região possui maior e mais rápido crescimento do comércio eletrônico B2C. Apontando US$ 877,61 bilhões de vendas de varejo pela internet em 2015, valor que, segundo ele, deve superar US$ 1,89 trilhão até 2018. “O comércio eletrônico provocou mudanças no comportamento de compra e nas expectativas dos consumidores. No mercado asiático, é exigida uma experiência de compra altamente personalizada, com a conveniência de poder comprar on-line e off-line, além da integração imperceptível no uso de diferentes canais de vendas”, comentou, ressaltando que para atender às expectativas em transformação dos consumidores, as empresas precisam adotar uma estratégia omnichannel. “A conveniência é tão importante para os consumidores quanto as soluções logísticas rápidas e confiáveis”, finalizou.

Fonte: Guia Marítimo.