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Brasil quer

25/07/2016

O governo do presidente em exercício Michel Temer quer rever as relações com a China - maior parceiro comercial do País.

Nesta quarta-feira, 20, durante sabatina sobre a política comercial chinesa na Organização Mundial do Comércio (OMC), o Itamaraty apresentou suas queixas ao governo de Pequim e apontou que quer uma nova direção no fluxo de comércio.

A sabatina de governos como o da China ocorrem a cada dois anos, quando as leis do país são examinadas e autoridades têm a oportunidade de questionar as práticas adotadas.

Na intervenção do Brasil, o governo reconheceu que tem uma "parceria estratégica" com Pequim. Hoje, a China é o principal destino das exportações nacionais e o maior fornecedor de bens estrangeiros. Em 2015, ela representava 18,3% do comércio nacional.

"O desenvolvimento dessa relação continua sendo uma prioridade-chave em nossa agenda", disse a encarregada de Negócios do Brasil na OMC, Marcia Donner.

Mas a diplomata deixou claro que o momento é de reavaliar o "padrão" dessa relação diante da disparidade entre o que a China exporta e o que compra das empresas nacionais.

"Da perspectiva do Brasil, a assimetria precisa ser corrigida e ações para incentivar a maior diversificação de nossas exportações continuam sendo prioridade-chave para nosso governo", disse.

"Nossas complexas economias podem ganhar com o crescimento de cada um de uma forma mais equilibrada."

Na avaliação apresentada pelo Itamaraty, a diversificação das exportações brasileiras para a China "continuam sem uma mudança significativa desde a última revisão na OMC em 2014".

"Nossa exportação para a China continua limitada a um número pequeno de commodities, como soja, aço, petróleo", disse a diplomata. Juntos, esses itens representam 75% das vendas nacionais para a China.

Já as importações são "amplamente mais diversificadas, incluindo vários produtos industriais, máquinas elétricas e mecânicas, produtos químicos, aço, plástico e siderurgia".

O governo brasileiro também fez questão de apontar para a onda de investimentos chineses no País nos setores de finanças, infraestrutura, telecomunicações, eletricidade e ferrovias.

Fonte: Exame Abril.