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A Hora da Cabotagem é a hora do País.

18/07/2016

Diante do novo cenário de grandes embarcações, soluções para a cadeia de suprimentos que vem intensificando a pulverização nas pontas (last mile), diretrizes de sustentabilidade, eficiência e confiabilidade no B2B, B2C e E2E, a cabotagem – assim como as viagens de longo curso do comércio exterior –, fará cada vez mais uso das rotas dofeeder service marítimo na distribuição de cargas internacionais.

Martin von Simson, diretor do Guia Marítimo, vê com bons olhos a tendência do novo governo em fortalecer o comércio exterior: “Finalmente, o Brasil chega ao consenso de que a competitividade do país e da região dependem intrinsecamente da eficiência da oferta de armazenagem, transbordo, transporte e sistemas de controle e integração – a pura definição da logística, que vem tomando corpo nas mensagens do governo interino”, afirma.

Martin considera “perigosa” a guerra de fretes que vem ocorrendo em meio à crise econômica e da navegação, um setor que, devido ao excesso de oferta de embarcações e importante queda de volumes, acompanha o redesenho de toda a sua forma de operar.

No setor rodoviário, que hoje está com mais de 25% da frota de caminhões na garagem, os fretes também vêm se deteriorando, enquanto os custos aumentam de forma desproporcional. “A urgência pela sobrevivência leva as empresas a desconsiderarem a manutenção preventiva e reposição de frota, já com idade média de 14 anos (10,2 no caso de empresas e 18 para transportadores autônomos segundo a ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres), assim como impede o governo de investir na conservação e na segurança das já insuficientes e combalidas estradas. É fácil prever um lamentável futuro sombrio para o setor a curtíssimo prazo”, alerta o diretor do Guia, lembrando que planejar é crucial neste momento.

A Hora da Cabotagem vem justamente enfatizar a sintonia do mercado com o que vem sendo sinalizado como uma mudança de paradigma no Brasil e no mundo:

- Mais parceria do governo com o setor privado nos investimentos em infraestrutura e gerência do sistema.

- Melhor percepção da importância da logística na competitividade do país e das empresas.

- A novidade da concessão de rotas multimodais em vez de trechos isolados no sistema de infraestrutura.

- Mais integração entre os projetos de investimento em rodovias, ferrovias, portos, terminais de transbordo.

- Redução do número de empresas na navegação – e suas consequências.

- Crescimento da figura do Operador Logístico, da infraestrutura e da oferta de serviços nas áreas portuária e de logística integrada.

- Importância dada a novos acordos internacionais sinalizada, inclusive, pela centralização do Camex na Presidência da República.

- Esforços na fluidez do sistema com redução de burocracias, custos e tempo com o maior uso de ferramentas de TI.

- Alinhamento com a Revolução Industrial 4.0.

- Maior oferta de serviços E2E no transporte multimodal.

Martin von Simson lembra ainda o principal objetivo do encontro: “fomentar a discussão entre embarcadores, operadores de carga e autoridades em torno do modal que mais tem crescido nos últimos 10 anos, e do qual o país dependerá para se adaptar às mudanças que já ocorreram no mundo”. De fato, a cabotagem tem sido uma das grandes soluções para as deficiências que vêm se acumulando no transporte rodoviário de cargas, entre elas a escassez de estradas em bom estado, a falta de manutenção nas existentes e o crescente aumento de roubo de cargas, o que tem levado um número cada vez maior de empresas a migrar para o transporte multimodal de cabotagem. “Isso sem falar na redução de emissões de CO2”, aponta von Simson.

Fonte: Guia Marítimo.